Para o bicentenário da Independência do Brasil, o museu já está na fase final das obras, que começaram em 2013

 

 

 

Com 125 anos, o Museu do Ipiranga, ou formalmente Museu Paulista da Universidade de São Paulo, narra, por meio de arte e objetos, a história do Brasil desde sua Independência, em 1822. Localizado no Parque da Independência, onde ocorreu a Proclamação da Independência do Brasil, a construção foi inaugurada oficialmente em 7 de setembro de 1895.

O espaço é considerado o museu mais antigo da cidade de São Paulo e um dos mais visitados, além de possuir um enorme acervo, com mais de 450 mil itens históricos e obras de arte. O icônico quadro que retrata o Grito do IpirangaIndependência ou Morte, de Pedro Américo, está exposto no museu e recebe em média 350 mil visitas por ano.

 

 

Independência ou Morte, por Pedro Américo, óleo sobre tela, 1888. Exposta no Museu do Ipiranga.

Reformas

Tombado pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Museu do Ipiranga foi fechado em 2013 para uma grande reforma de restauração, ampliação e modernização do edifício. O novo projeto prepara o espaço para comemorar os 200 anos da Independência do Brasil em setembro de 2022.

As obras totais de reestruturação do prédio já atingiram a marca de 50% concluídas, sendo que a revitalização da estrutura, que conta com 120 toneladas de aço, já está 80% completa. Toda a estrutura metálica foi assinada pela engenheira Heloisa Maringoni, da Companhia de Projetos, que revela que o material foi escolhido por “dar uma resposta objetiva, rápida e limpa”.

“O sistema em aço foi escolhido porque o Museu, por ser um edifício tombado, tinha limitações quanto às dimensões de peças, detalhes de vinculação, poucos pontos possíveis de apoio e necessidade de prontidão na performance estrutural. Mas como diria o pintor suíço naturalizado alemão, Paul Klee, toda limitação é um apoio”, explica Maringoni.

 

(Foto: Projeto H+F Arquitetos)

 

 

Descobertas

Recentemente, o terreno do Museu do Ipiranga foi transformado em um sítio arqueológico. Durante as escavações necessárias para as obras, foram encontrados objetos históricos enterrados, como moedas de réis, ossos de animais, fragmentos de louça e até uma dentadura! Os achados são revelados em postagens no Instagram do museu, que contam com uma descrição dos objetos descobertos e explicações científicas da Scientia Consultoria Científica.

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