Com patrocínio da Petrobras, exposição “Bloco do Prazer” entra nos últimos dias

 

Com 220 obras, exposição articula artistas de várias gerações e investiga o Carnaval como expressão estética e política

“Aniversário de 6 anos da Renatinha”, de Afonso Pimenta, integra a mostra e retrata, com sensibilidade, a celebração popular no cotidiano brasileiro (Foto: Afonso Pimenta/Divulgação)

 

A exposição “Bloco do Prazer” segue em cartaz no Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza. Com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, e realização do Ministério da Cultura, Instituto Dragão do Mar, MAC-CE, Centro Dragão do Mar e Secretaria da Cultura do Ceará, o projeto integra o projeto “Cultura nas Trincheiras da Alegria”. Com acesso gratuito, a mostra entra em suas últimas semanas e permanece aberta ao público até maio, propondo uma leitura ampliada do Carnaval como linguagem estética, prática coletiva e expressão política no Brasil contemporâneo.

O investimento integra a estratégia da Petrobras de valorizar a cultura brasileira por meio de iniciativas que promovam ampliação do acesso, diversidade, memória e inovação artística em diferentes territórios do país. “Com ‘Bloco do Prazer’, a Petrobras contribui para ampliar o alcance de uma exposição que posiciona o Nordeste e, em especial, o Ceará, como um centro ativo de produção simbólica, pensamento crítico e experimentação estética”, comenta Alessandra Teixeira de Teixeira, gerente de patrocínios e eventos da Petrobras.

A mostra reúne 220 obras e articula diferentes gerações, linguagens e acervos. O recorte curatorial evidencia a força da produção regional, com a participação de 33 artistas cearenses e 30 nomes de outros estados nordestinos, além de trabalhos contemporâneos que investigam corpo, som, rito, movimento e a ocupação da rua como campo de criação. Completam o conjunto 10 coleções e acervos que conectam experiências locais a narrativas de alcance nacional.

Entre os destaques da exposição, está o “Penetrável da Gal”, de Hélio Oiticica, uma instalação imersiva que convida o público a atravessar e habitar a obra, ampliando a dimensão sensorial e participativa da arte. Criado em 1969, o trabalho integra a série “Penetráveis” e homenageia a cantora Gal Costa, com quem o artista manteve uma relação próxima, diálogo que evidencia a interseção entre artes visuais e música no contexto tropicalista.

A mostra também apresenta peças como “Cazumbas”, do fotógrafo Márcio Vasconcelos, que registra personagens do bumba meu boi maranhense, e fantasias criadas por Clóvis Bornay, figura central dos bailes de gala cariocas. Outro ponto de atenção é a fotografia “Aniversário de 6 anos da Renatinha”, de Afonso Pimenta, imagem emblemática que traduz, com delicadeza, as tensões entre desigualdade social e celebração popular, algo presente também na obra “Deixa os garoto brincar”, da artista cearense Alexia Ferreira, que apresenta o brincar como gesto coletivo e expressão de liberdade no cotidiano.

Inspirada na canção “Bloco do Prazer” (1978), de Fausto Nilo e Moraes Moreira, eternizada na voz de Gal Costa, a exposição toma a ideia de celebração como um estado de sensibilidade, pertencimento e invenção. As obras apresentadas incluem pinturas, fotografias, objetos, documentos históricos, instalações e registros de festas populares, com forte presença de expressões afro-indígenas, manifestações religiosas e cortejos urbanos, revelando continuidades entre arte, ancestralidade e modos de vida.

Organizada em núcleos conceituais, a exposição aborda temas como corpo e arquivo vivo, memória transmitida pela presença, festa como experiência encarnada e a cidade como território de disputa simbólica. Nesse contexto, a rua surge como espaço de visibilidade, confronto e construção coletiva, evidenciando o Carnaval como prática que articula estética e política.

Ao longo da história brasileira, o Carnaval se consolida como uma das mais potentes formas de resistência cultural, especialmente entre populações atravessadas por processos de apagamento e violência. Em “Bloco do Prazer”, o ato de celebrar é projetado como patrimônio vivo e tecnologia comunitária capaz de imaginar futuros possíveis.

A exposição também dialoga com a recente requalificação do entorno do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que ganhou novas áreas de convivência e circulação. A intervenção reforça o complexo como um dos principais pólos culturais do país e amplia sua vocação como espaço de encontro entre arte, cidade e vida pública.

SERVIÇO

Exposição “Bloco do Prazer”
Em cartaz até 17 maio de 2026
Local: Museu de Arte Contemporânea do Ceará (MAC-CE)
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura — Fortaleza (CE)
Realização: Ministério da Cultura, Instituto Dragão do Mar, Museu de Arte Contemporânea do Ceará, Centro Dragão do Mar e Secretaria da Cultura do Ceará
Parceria: Museu de Arte do Rio
Patrocínio: Petrobras, por meio do Plano Anual, via Lei Rouanet
Visitação: quarta-feira a sábado, de 9h às 19h (acesso até 18h30) | domingos e feriados, de 10h às 20h (acesso até 19h30)
Entrada gratuita
Fotos da exposição

Sobre o IDM:

O Instituto Dragão do Mar é uma organização social (OS) de sociedade civil, sem fins lucrativos, com 28 anos de atuação no campo cultural do Ceará e atua em parceria com o Governo do Estado, especialmente com a Secretaria da Cultura, maior e mais antiga parceira da instituição.

A OS é especialista na gestão de experiências de formação e fruição cultural em artes, patrimônio e memória, gastronomia social, esporte e meio ambiente e, atualmente, faz a gestão de 17 espaços e equipamentos públicos, em parceria com o Governo do Ceará, sendo cinco no interior do Estado.

Mais informações para a Imprensa:

AD2M Comunicação – www.ad2m.com.br | (85) 3258.1001
Joslen Herbster – joslenherbster@ad2m.com.br | +55 (85) 99667.4646
Waldirene Lisboa – waldirene@ad2m.com.br | (85) 9.9669.5790
Djane Nogueira – djane@ad2m.com.br | +55 (85) 9.8879.8480

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *