[DICAS]: Clima seco e fortes ventos podem causar risco à saúde das plantas – saiba como protegê-las

O mês de setembro marca o início da primavera no Brasil. Na maior parte do País, o período é sinônimo de aumento do calor e retorno das chuvas, mas, em algumas regiões, como o Nordeste, além das temperaturas elevadas, o que predomina é o clima seco e a forte incidência de ventos. Segundo a Fundação Cearense de Metereologia e Recursos Hídricos (Funceme), é justamente entre agosto e setembro o auge da temporada de elevação de velocidades e rajadas de ventos no Ceará, mas eles podem se estender até dezembro, embora com menos velocidade.

Apesar de representar alívio para grande parte da população do Estado, que enfrenta o calor forte durante o ano quase inteiro, a ventania também pode ocasionar acidentes com quedas de árvores e destelhamento de casas, dificultar a pesca e a prática de esportes marítimos, além de oferecer riscos à saúde das pessoas, desencadeando alergias, ondas de resfriados e outros problemas respiratórios. Além de redobrarem os cuidados consigo no período, os apaixonados por jardinagem têm outra preocupação: proteger as plantas. Afinal, elas também sofrem com os impactos dos ventos mais fortes.

Erosão, tombamentos, quebras e danos nas folhas e nos ramos são alguns dos problemas aos quais as plantas ficam expostas nesta temporada. Segundo o jardinista  e sanitarista Fabrício Pereira, proprietário da Bonjardim Ambiental, empresa especializada em implantação e manutenção de áreas verdes, a fisiologia de muitas espécies não lhes permite sobreviver a essas intempéries. “Os ventos fortes afetam o desenvolvimento das plantas, reduzindo a capacidade de realizar a fotossíntese e fazendo-as desidratarem. Aliado ao clima seco, isso também pode causar o rápido murchamento delas. Além disso, os ventos aumentam a propagação de fungos e vírus entre as espécies”, explica.

Protegendo as plantas

Em período de muitos ventos, para protegê-las, é necessário adotar algumas práticas. Abaixo estão listadas as mais práticas e eficientes, segundo o especialista. Confira:

– Crie uma barreira viva: “É simples, basta usar plantas mais resistentes para proteger as mais frágeis, cultivando-as bem perto uma da outra”, explica.

– Esteja atento à rega e à adubação: “O vento em excesso é um fator de desidratação constante para as plantas. Quanto mais expostas, mais necessidade terão de absorver água do solo. Dessa forma, se a terra não estiver recebendo água e adubo suficiente, pode ser que a planta fique enfraquecida”, observa Fabrício.

– Pode-as de forma a diminuir a exposição aos ventos fortes: Segundo o jardinista, essa medida permite que as plantas não acamem com tanta facilidade, ou seja, não arqueiem em virtude da flexão da haste ou da má ancoragem das raízes, problemas que podem ser causados pelo vento, além de ajudar a prevenir acidentes com quebras de galhos.

– Recorra a barreiras quebra-vento artificiais: “Diversos materiais podem ser usados como quebra-ventos, desde outras plantas, como o bambu trançado, ou o vime, até cercas e telas de acrílico. Independente do material utilizado, alguns critérios devem ser obedecidos para que eles sejam eficazes, como a altura, que deve ser de duas a três vezes maior do que a da planta, e a permeabilidade, que deve variar entre 20% e 50%. Ou seja, a barreira deve reduzir a velocidade do vento e não impedir totalmente o seu fluxo”,  explica.

– Coloque os vasos de espécies mais frágeis em locais menos expostos aos ventos: “Evite varandas e locais próximos a janelas e sacadas”, completa.

Existem espécies que apresentam maior resistência ao vento e inspiram menos preocupação neste período. Segundo Fabrício, plantas pequenas ou rasteiras, que não crescem tanto, acabam não sendo tão afetadas pelo vento. As de folhagens mais duras, pontiagudas e envernizadas são adaptadas para não perder muita água e também suportar a ventania sem sofrer danos. Já as de folhas franjadas, que parecem penas, como os coqueiros e as palmeiras, também são menos suscetíveis aos prejuízos dos ventos, uma vez que seu formato favorece a passagem deles ao invés de oferecer resistência.

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