O número de pessoas que escolhem permanecer solteiras tem crescido, impulsionado por uma mudança profunda na forma como os relacionamentos são encarados. Em vez de entrar em vínculos por pressão social ou medo da solidão, muitas mulheres passaram a priorizar saúde mental, estabilidade emocional, crescimento pessoal e qualidade de vida antes de assumir qualquer compromisso amoroso.
O comportamento ganhou ainda mais visibilidade recentemente após declarações da cantora Anitta sobre sua vida amorosa. A artista afirmou que está mais criteriosa nos relacionamentos e desabafou sobre a dificuldade de encontrar conexões que realmente acrescentem intelectual e emocionalmente. “Eu acho que eu tô muito criteriosa, gente. Então, se não for aqui, a régua lá em cima, eu não tô afim de perder o meu tempo”, afirmou a artista.
A fala reflete uma tendência que vem sendo observada principalmente entre mulheres. Segundo levantamento recente realizado com homens e mulheres de 18 à 35 anos, 64% afirmam se considerar felizes solteiros, enquanto 55% dizem acreditar que uma vida plena não depende necessariamente de um relacionamento amoroso. Entre mulheres de 26 a 35 anos, o índice de satisfação com a solteirice chega a 76%.
Apesar do avanço na valorização da independência, os desafios permanecem. A solidão aparece como a principal dificuldade para 29% dos entrevistados. Esse cenário alimenta o chamado “medo de ficar sozinha”, que influencia decisões afetivas: 43% das mulheres jovens admitem já ter permanecido em relacionamentos por mais tempo do que gostariam apenas para evitar voltar à solteirice.
Dados do MeuPatrocínio, maior plataforma de relacionamento Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina, apontam que cresce o número de usuários que se cadastram na plataforma visando evitar relações desgastantes, superficiais ou sem compatibilidade de objetivos. A preferência pela hipergamia se justifica por ser um modelo de relacionamento que é baseado em conexões mais transparentes, maduras e alinhadas ao estilo de vida de cada pessoa.
“A maioria das sugar babies trabalham, são médicas, corretoras de imóveis, dentistas, estudam, são empreendedoras, mães solo. Elas têm um objetivo de vida claro e vontade de estar ao lado de alguém com a mesma mentalidade de crescimento”, afirma Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio.
Entre os principais motivos apontados pelas entrevistadas para permanecerem solteiras ou adiar um relacionamento estão:
- Falta de reciprocidade emocional;
- Instabilidade financeira do parceiro;
- Desgaste mental causado por relações anteriores;
- Busca por autoconhecimento e independência;
- Falta de compatibilidade de rotina e objetivos de vida.