Sexólogos destacam os 5 maiores mitos sobre o orgasmo
Apesar dos avanços nas conversas sobre sexualidade, o orgasmo ainda é cercado por tabus, desinformação e expectativas irreais — especialmente quando se trata do prazer feminino. Para jogar luz sobre o tema, os sexólogos Natali Gutierrez e Renan de Paula, fundadores da sextech brasileira Dona Coelha, elencam os 5 principais mitos sobre o orgasmo e explicam por que é tão importante falar sobre isso com naturalidade. 1. Toda relação sexual precisa terminar com orgasmo Mito! Sexo é conexão, intimidade e prazer — e nem sempre envolve um final “com fogos de artifício”. A pressão por atingir o clímax pode, inclusive, atrapalhar a experiência. “O orgasmo não é um troféu. Quando o sexo vira obrigação, perde-se o melhor dele: a entrega ao momento”, comenta Natali. 2. Orgasmo vaginal é mais “completo” que o clitoriano Outro mito comum — e sem embasamento científico. O clitóris é o principal órgão do prazer feminino e está presente na imensa maioria dos orgasmos. “Não existe orgasmo superior. Essa ideia reforça inseguranças e desconecta as mulheres do próprio corpo”, explica Renan. 3. Vibradores atrapalham a vida sexual Pelo contrário: vibradores são aliados. São ferramentas de autoconhecimento, autoestima e conexão com o corpo — individualmente ou em casal. “A mulher que se conhece se comunica melhor com a parceria. O vibrador pode ser um facilitador de prazer, nunca um problema”, diz Natali. 4. Homens sempre têm orgasmo durante o sexo Nem sempre. Estresse, insegurança, pressões externas ou internas podem interferir. O prazer masculino também merece ser acolhido com empatia. “É hora de desconstruir a ideia de que o homem é uma ‘máquina’ do desejo. Todo mundo tem dias bons e dias difíceis”, lembra Renan. 5. Falar sobre orgasmo é constrangedor Só se continuar sendo um tabu. Quanto mais natural for essa conversa, mais leve e saudável será a relação com o corpo, o prazer e o outro. “O orgasmo é um direito, não um luxo. E conhecimento é o melhor caminho para acessá-lo com liberdade e saúde emocional”, conclui Natali. |



