SPFW, N48 – LINO VILLAVENTURA
Lino Villaventura não gosta de estabelecer um tema para suas coleções. “Quando crio não tenho uma direção muito certa, é sempre uma surpresa”, disse em seu Instagram, ao tentar definir seu desfile.
O estilista também citou um mood meio Los Angeles, discoteca e super-herói. Daria e não daria para enxergar tudo isso em suas roupas, porque, afinal, a grande graça das peças do estilista é te transportar para um lugar de fantasia, onde há liberdade para ser uma fada ou ninfa num vestido curtinho de folhas de transparência leitosa em cor-de-rosa; ou uma mulher-maravilha num tomara-que-caia vermelho vinilizado enervurado cheio de estrutura, como uma armadura (há uma outra versão, com vermelho e azul, também na linha super-heroína).
Marina Dias, musa do estilista, encarna a diva vintage tatuada e perigosamente romântica num vestido floral de fundo branco drapeado. E o que dizer do midi prateado de ombro só todo enervurado e retorcido em ondas na manga e nos quadris?
Para completar essa imagem onírica surrealista, o maquiador Marcos Costa, que assina a beleza do desfile, usou máscaras faciais em todos os modelos, dando um aspecto plastificado meio de robô, meio de boneca, dando às imagens um clima de luxo cibernético.
Fotos: Zé Takahashi / Ag. Fotosite












