Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (HELV) completa 12 meses de atividade

“Nós temos uma frase que dizemos aqui ao término de todas as reuniões: juntos somos mais! E neste um ano de hospital, essa é a verdade. Quando unimos forças com todos os profissionais que compõem a unidade, conseguimos salvar mais vidas, mesmo com todo cansaço e dificuldades”, resume Emídio Teixeira, diretor do Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (HELV). A unidade, referência no atendimento a pacientes com Covid-19, completa um ano na rede pública de saúde do Ceará nesta terça-feira (23). “O hospital é um sinal de que podemos, com essa força e determinação, vencer uma batalha tão cruel que atinge todo o mundo”, continua Teixeira.

Há pouco mais de um ano, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou oficialmente pandemia do Coronavírus, o Estado buscou alternativas para ajudar a combater e superar o que seria o maior desafio já vivido na história recente: a Covid-19. Após acordo que levou à aquisição do hospital de forma permanente pelo Estado, o equipamento passou a integrar a lista de unidades hospitalares da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e é administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).

O HELV, até então da rede privada, não estava em operação e foi logo equipado e adaptado pelo Estado para a situação de emergência. Naquele momento, a unidade passou a ser uma das primeiras a contar com um papel estratégico e exclusivo no combate ao período pandêmico no Ceará.

Atualmente, 291 leitos estão voltados para o atendimento a pessoas com a doença. São 179 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 112 de enfermaria. Em um ano, 4.200 cidadãos foram internados após serem infectados pelo vírus

 

 

Em 365 dias, foi possível perceber o resultado do trabalho em grupo desempenhado na unidade. Izabel Kristyany de Oliveira, de 46 anos, ficou oito dias internada no hospital após quadro de infecção por Covid-19. Ela foi uma das primeiras pacientes a receber alta no equipamento e fala da emoção que foi o retorno para casa. “Eu vim transferida de outra unidade e fui a primeira paciente da ala enfermaria. Quando cheguei, vi que estava em um local mais preparado e me senti muito acolhida, o fato da equipe perto me passou segurança. As pessoas do hospital estavam empenhadas em curar e o meu retorno para casa aconteceu da melhor forma possível”, lembra a empresária.

 

O dispositivo foi desenvolvido para tratar casos leves e moderados de infecção pelo Coronavírus, permitindo que o paciente melhore a respiração sem precisar de métodos invasivos, como a intubação. A primeira utilização ocorreu em uma mulher de 77 anos, que desenvolveu um quadro de pneumonia gerada por Covid-19. O resultado preliminar foi considerado satisfatório, com aumento da saturação de oxigênio da paciente em poucos minutos de uso.

O projeto do equipamento Elmo foi idealizado pelo Governo do Ceará, por meio da Sesa, Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE) e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Fiec, Senai/Ceará, Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (Unifor), com o apoio do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) e Esmaltec.

 

 

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