Dia Mundial do Turismo: o retorno e as tendências de um dos setores mais afetados pela pandemia

 

Dia 27 de setembro é comemorado o Dia Mundial do Turismo. E se tem uma coisa que todo mundo carrega um pouquinho consigo é o chamado “espírito turista”, afinal, quem nunca esteve neste papel por pelo menos um dia? Seja para encarar uma viagem a milhares de quilômetros de distância de casa, conhecendo um novo país, ou para desbravar a cidade vizinha: turistar sempre será sinônimo de descobertas e prazer, independente de lugar ou tempo.

Em março de 2020, quando o mundo parou por conta da pandemia da Covid-19, fazer uma simples viagem tornou-se um verdadeiro sonho. A notícia, entretanto, é boa: após um ano e meio, um dos setores mais afetados neste período vem ganhando sobrevida, e o sonho que antes era distante já pode se tornar realidade.

A volta do setor em números

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) divulgou que a aviação doméstica alcançou 75% da oferta de voos pré-pandemia em setembro / Foto: Pexels/ divulgação

 

No feriado nacional do dia 7 de setembro, por exemplo, um levantamento realizado pelo Ministério do Turismo apontou a movimentação de mais de 1,5 milhão de pessoas pelos aeroportos do país. A Abear (Associação Brasileira de Empresas Aéreas) divulgou que a aviação doméstica alcançou 75% da oferta de voos pré-pandemia em setembro, o que seria impensável se pegássemos a mesma época no ano passado, quando o setor não ia nada bem.

Com as fronteiras fechadas para turistas estrangeiros e o medo instaurado, o maior efeito negativo ocorreu no segundo trimestre de 2020, quando houve redução de 68,8% na Receita Cambial Turística, segundo o relatório de Impacto da Pandemia da Covid-19 nos setores de turismo e cultura no Brasil. A comparação foi feita em relação ao mesmo período de 2019.

Mas o segundo semestre de 2021 é encarado com otimismo. A chegada das vacinas trouxe esperança para todos os setores e, aos poucos, a retomada do turismo vem ganhando dados interessantes. Cerca de 22% das associadas à Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), por exemplo, já venderam o mesmo ou mais que antes da pandemia em junho deste ano.

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) projeta o avanço de 17,8% no volume de receitas do turismo em 2021, o que seria a maior taxa de crescimento do setor em 11 anos.

“A retomada do turismo já acontece, de forma gradual e responsável, conforme a vacinação e a flexibilidade nas restrições de alguns países. Observamos, nas últimas semanas, o aumento de cerca de 45% na procura por hospedagem para as férias (dezembro/janeiro). Houve um crescimento expressivo nas buscas de alguns destinos nacionais, como Imbassaí (250%), Porto de Galinhas (92%), Foz do Iguaçu (75%)”, diz Tiago Lopes, diretor de Sourcing da Decolar, uma das maiores agências de viagem online da América Latina.

A turismológa e proprietária da agência Ivy´s Travel, Ivete Rosa, trabalha no ramo há mais de 40 anos. Neste período, viu de perto situações que causaram impacto direto no setor, como o atentado de 11 de setembro e o aparecimento da H1N1, mas nada em comparação à crise gerada com a pandemia da Covid-19.

“O ano de 2020 teve um impacto negativo, com muitas demissões e fechamento de agências e operadoras. Foi um efeito dominó em toda a cadeia, afetando companhias aéreas, hotéis, restaurantes e comércio de forma geral. A retomada me dá muita esperança e otimismo, principalmente com a abertura das fronteiras. O movimento e interesse já estão voltando e a perspectiva para o futuro é boa”, ressalta.

 

 

 

Fonte: CNNBrasil

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