Ceará na linha de frente: o impacto do “tarifaço” de Trump e as estratégias de defesa do estado

 

O Ceará se encontra em uma situação crítica após o anúncio do governo de Donald Trump, que impôs um “tarifaço” de 40% sobre produtos brasileiros, elevando a sobretaxa total para 50%. A medida, em vigor desde a última quarta-feira (6), atinge de forma devastadora a economia cearense, impactando 98,6% de suas exportações para os Estados Unidos.

Quase metade de tudo que o Ceará vende ao exterior tem os EUA como destino. Com a nova tarifa, produtos como ferro, aço, frutas, pescados, calçados e mel agora enfrentam custos extras, ameaçando cadeias produtivas e milhares de empregos.

Em resposta a essa crise, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e o governo estadual agiram rapidamente. A Fiec propôs um pacote de medidas emergenciais, que inclui a retomada da alíquota mínima de 3% do Reintegra, o pagamento de créditos tributários e a redução de encargos de ICMS. O governo do estado, por sua vez, aprovou um pacote próprio, com auxílio financeiro direto a empresas, a aquisição de produtos locais para programas sociais e a antecipação de créditos de ICMS. Um Comitê Estratégico foi criado para monitorar a aplicação dessas ações.

O economista Ricardo Coimbra, do Corecon-CE, ressalta que as empresas estão tentando encontrar novos mercados, mas a tarefa não é fácil. Ele também destaca que ainda não é possível saber se o consumo interno será suficiente para compensar a queda nas exportações, e que o impacto total só será mensurado com o tempo.

Apesar da criação de pacotes de ajuda, a incerteza paira sobre a capacidade de compensar as perdas. O desafio é significativo, e a rapidez das ações será crucial para mitigar os efeitos do tarifaço na economia cearense.

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