Fiec elabora plano para retomada do setor

 

Formado por empresários e economistas, GT vai propor soluções para todos os segmentos da indústria no pós pandemia. Presidente da entidade vislumbra aumentar a competitividade para atrair novas empresas para a ZPE. Um grupo de trabalho (GT) criado pela Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) vai analisar e apontar oportunidades para o setor produtivo cearense no pós-pandemia.

O grupo, composto por empresários e sete economistas (Sérgio Melo, Alcântara Macêdo, Firmo de Castro, Célio Fernando, Luiz Eduardo Barros, Guilherme Muchale e Lauro Chaves Neto) vai se reunir todas as terças-feiras (sendo a primeira ontem, 2), para acompanhar o desenvolvimento do trabalho.

Liderado pelo vice-presidente da Fiec, Carlos Prado, e pelo assessor econômico da Fiec, Lauro Chaves Neto, o GT vai “pensar a indústria no pós-pandemia e apresentar para as três esferas de governo o que é e qual o desenvolvimento industrial que nós precisamos”, afirma Cavalcante.
“Vamos falar com o pequeno, o médio e o grande empresário para que a gente possa apresentar um trabalho com pensamento de curto, médio e longo prazo”, detalha.

De acordo com ele, a indústria cearense perdeu 25 mil postos de trabalho – quase 10% do total – entre março e junho, além de uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) de 20,8%.  No entanto, o grupo deve se debruçar a encontrar soluções para elevar a participação da indústria no PIB local, que já foi de 30%, segundo o presidente da Fiec, e antes da pandemia estava em 19%.

Uma das soluções vislumbradas por Cavalcante é atrair indústrias da transformação para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Pecém. Ele explica que a pandemia evidenciou a dependência de produtos chineses, principalmente de EPIs e aparelhos hospitalares, e que a ZPE, única em funcionamento no Brasil, pode ser beneficiada com empresas que pretendem retirar parques industriais da China. “Estados Unidos, Japão e Europa estão avaliando isso e se houver esse movimento, nós temos o melhor lugar do Brasil, na porta das Américas. Podemos receber o produto, transformar e vender de volta, que é basicamente o que a China faz”, reforça.

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