Bar com jazz e whisky a R$ 13 mil
Por ora, o hotel Rosewood São Paulo se apresenta com três restaurantes e um badalado bar, o Rabo di Galo, abertos para o público externo. O Belavista Rooftop Pool & Bar e o The Emerald Garden Pool & Bar são exclusivos para os hóspedes. Apesar do bar Rabo di Galo ter o nome de uma bebida popular brasileira (mistura de cachaça, Cynar e vermute), o sofisticado espaço tem produtos no cardápio que chegam a R$ 13 mil, como é o caso da garrafa do whisky The Macallan M. Os outros whiskys da mesma marca, o The Macallan Sherry Oak 25 e o The Macallan Sherry Oak 30, custam, respectivamente, R$ 5.500 e R$ 9.500 cada garrafa.
O bar jazz Rabo di Galo, dentro do hotel Rosewood São Paulo, na Cidade Matarazzo, Centro da capital. — Foto: Divulgação
Com apresentações ao vivo de jazz dos anos 30, o Rabo di Galo também tem drinques criados sob medida e petiscos conhecidos de bares brasileiros, como o Bolovo de Frango e Caviar, que custa R$ 135 a unidade, ou Mini Burger de Foie Gras, ao preço de R$ 95 cada. Apesar de preços altos, há também bebidas mais em conta, como os coquetéis que vão R$ 65 a R$ 95, e as cachaças brasileiríssimas que variam entre R$ 45 a R$ 95 a dose.
Área interna do bar jazz Rabo di Galo, dentro do hotel Rosewood São Paulo, na Cidade Matarazzo, Centro da cidade. — Foto: Divulgação
Por não fazer reservas e comportar apenas 35 pessoas na parte interna, o Rabo di Galo tem filas de até 3 horas aos finais da semana, de paulistanos curiosos pelas novidades assinadas pela Chef de Mixologia do hotel, Ana Paula Ulrich.
O design sofisticado do bar foi inspirado justamente nos clubes clássicos de jazz americanos dos anos 30, apresentando móveis de couro, madeiras escuras e iluminação indireta para criar uma atmosfera intimista.
Os pratos do restaurante francês brasileiro Blaise, dentro do hotel Rosewood, na Cidade Matarazzo, Centro de SP. — Foto: Alexander Landau/Blaise
Petisco de caviar por R$ 4.600 – Já os restaurantes inaugurados no hotel Rosewood São Paulo são o Le Jardin, o Blaise e o Taraz. Cada um ocupa um espaço diferente e tem cardápios bem diversificados. O Le Jardin, que vai do lobby aos jardins do hotel, funciona por 24 horas e é iluminado por luz natural. Os pratos principais vão de R$ 92 (ravióli de burrata) a R$ 168 (camarões salteados).
É possível comer ainda petiscos como o Caviar com blinis e chantilly de vodka, que custa de R$ 1.160 (30g) a R$ 4.600 (125g).
Os pratos do Le Jardin, que fica lobby e jardins do hotel na Cidade Matarazzo, na Bela Vista, Centro de São Paulo. — Foto: Alexander Landau/montagem
O restaurante Blaise, de culinária francesa e brasileira, funciona apenas no jantar e tem cortes de carnes de R$ 275 (Frango Orgânico Rotisserie) e R$ 340 (Prime Rib de Wagyu Brasileiro). O cardápio assinado por chefs renomados como Felipe Rodrigues, Rachel Codreanschi e Saiko Isawa (Pâtissière) une pratos clássicos da culinária francesa com toques de brasilidade, como o Tartare de Wagyu brasileiro (R$ 108) e o Foie Gras Grelhado (R$ 152). Já o restaurante Taraz, tem um cardápio de pratos típicos da América do Sul, oferecendo clássicos da região como ceviche, picanha, bobó, etc. O menu é preparado ao estilo brasileiro, com curadoria do aclamado Chef Felipe Bronze. O chef Felipe Rodrigues trabalhava no concorrente Palácio Tangará – hotel de luxo cinco estrelas situado no Parque Burle Marx, no Panamby, Zona Sul da capital paulista.
O cardápio do Taraz, aliás, tem um trecho do Manifesto Antropofágico de Oswald de Andrade, lido na Semana Moderna de 1922 e diz: “Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupi, or not tupi that is the question”. Com essa pegada de integração, os pratos principais do Taraz custam de R$ 68 (pastel da camarão) a R$ 148 (picanha) e são mais convidativos ao público menos abastado.
O bar Rabo di Galo, dentro do Complexo Matarazzo, na Bela Vista, Centro de SP. — Foto: Divulgação
Parques públicos integrados
A ideia da criação da ultraluxuosa Cidade Matarazzo é do empresário francês Alexandre Allard, do Groupe Allard, responsável por diversos projetos no mundo de renovação e no restauro de edifícios antigos, com o Royal Monceau e do Hotel Particulier de Pourtalès, em Paris.
A empresa de Allard arrematou recentemente o leilão de concessão de dois parques na região da Avenida Paulista: o Parque Trianon e o Parque Mário Covas, por 25 anos.
Os dois parques e a Praça Alexandre Gusmão ficam pertinho do empreendimento particular de Allard e foram arrematados por R$ 3,3 milhões de outorga.
O contrato de concessão foi assinado em 26 de janeiro e o Consórcio Borboletas deve assumir a gestão das três áreas de fato no prazo de 90 dias.
O empresário francês Alexandre Allard apresentando o projeto da ‘Cidade Matarazzo’ ao então prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morto em 2020 por causa de um câncer. — Foto: Gabriel Matarazzo/Divulgação/Groupe Allard
Uma das ideias do francês é integrar as três áreas públicas com o parque dentro da Cidade Matarazzo por meio de uma espécie de “maternidade de borboletas” nessas áreas. O objetivo é recriar a biodiversidade natural para que 560 espécies de borboletas consigam transitar e sobreviver entre as áreas públicas e também a Cidade Matarazzo.