Publicitária, cantora, queridinha das marcas e, agora, diretora criativa. Iza celebrou na ultima quinta-feira (15) sua estreia no comando da Olympikus, expandindo sua área de atuação para a moda, universo com o qual sempre quis trabalhar. “A música acabou me levando para esse lugar, era um sonho antigo que eu sempre quis colocar em prática”, conta ela à Vogue.
No entanto, antes de se tornar uma das artistas de maior sucesso no país, Iza se sentia invisibilizada pelo mundo fashionista por não se encaixar no padrão imposto pela indústria.
“Sempre gostei muito de moda, curtia me montar com aquilo que tinha ao meu alcance”, afirma a cantora. “Mas eu não problematizava não me ver, eu me sentia invisível, achava que não podria estar lá. É isso que a falta de representatividade faz”, prosseguiu.
Assim como muitas mulheres, Iza também sofreu por não encontrar roupas que servissem em seu corpo. Por isso, agora que está preparando uma collab com uma marca esportiva, ela deu ênfase em valorizar o biotipo da mulher brasileira.
“Eu acho muito importante falar sobre isso. Eu mesma sou um bom exemplo, porque meu corpo não é padrão, minhas pernas são compridas, meu quadril é largo, tenho pouco busto, meu tronco é pequeno. Todos nós temos diferenciações e é importante que uma marca pense nessas peculiaridades”, explica.
Nesta entrevista, Iza também fala sobre sua indicação para a lista das 100 pessoas negras mais influentes do mundo e revela quem são as mulheres que mais a inspiram. “Só queria citar que a Naomi me segue, tá? (risos)”.