Exposição apresenta ao público, pela primeira vez, planta original do projeto paisagístico do Parque Ibirapuera

A inauguração da mostra acontece no dia 08 de junho, domingo, na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Morumbi – São Paulo. Além dela, outras atividades acontecem no circuito cultural da Fundação ao longo do fim de semana (7 e 8/06)

 

No dia 08 de junho (domingo), inaugura na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano (FMLOA) a exposição “Otavio Augusto Teixeira Mendes – Patrimônio do Paisagismo Brasileiro”, com curadoria de Cássia Mariano. Em parceria com o Arquivo Histórico Municipal de São Paulo, a mostra apresenta ao público, pela primeira vez, os desenhos originais dos projetos paisagísticos do Parque Ibirapuera e do Parque Estadual da Cantareira , ambos desenvolvidos pelo arquiteto paisagista Otavio Augusto Teixeira Mendes e localizados em São Paulo – SP.

 

No dia da abertura, às 11h, a curada fará uma breve apresentação para destacar o caráter inovador da mostra. Teixeira Mendes foi pioneiro no uso de árvores nativas em projetos de paisagismo moderno na cidade de São Paulo.

 

Além disso, estão programadas para os próximos meses (julho, agosto e setembro) três visitas guiadas com a curadora, que serão realizadas no parque da Fundação com a proposta de levar ao público curiosidades e informações valiosas sobre o desenho do parque e os princípios do projeto, além de destacar características das áreas nativas locais. “Em seus projetos, Teixeira Mendes usava árvores originárias da Mata Atlântica, porque acreditava que as pessoas precisariam, primeiro, conhecer e ter familiaridade com esse tipo de vegetação, a flora brasileira, para então serem capazes de valorizá-las. E isso tem tudo a ver com identidade, conservação, preservação”, explica Cássia Mariano.

 

Essa é, também, a primeira apresentação pública do trabalho e da personalidade das obras do paisagista Otavio Teixeira Mendes. “É importante lembrar que o arquiteto atuoso no início da década de 50, momento em que a maior parte dos profissionais teve experiências a reproduzir a estética dos jardins franceses e ingleses. Nesse sentido, como em alguns outros, Teixeira Mendes foi pioneiro e inovador, frequentemente usando espécies raras e ainda pouco valorizadas no Brasil”, ressalta o especialista em paisagismo. Em paralelo, Roberto Burle Marx veio seguindo pelo mesmo caminho no Rio de Janeiro, com uma proposta muito parecida de valorização da flora nativa brasileira.

 

Cássia explica que, apesar disso, o paisagista não recebeu, até o momento, os méritos que merece por sua atuação destacada na área. “Embora sua visão e capacidade técnica foram altamente evoluídas e inovadoras, ele sempre ficou restrito a um círculo muito íntimo. Mesmo na Academia, a atuação de Teixeira Mendes ainda é muito desconhecida”, ela argumenta. “O que fizemos, na verdade, foi realizado um resgate histórico de todo o trabalho dele, e que agora aparece valorizado na exposição”.

 

Otavio Augusto Teixeira Mendes foi um importante arquiteto paisagista e engenheiro agrônomo brasileiro. Teve um olhar muito centrado na conservação e preservação de parques, áreas urbanas e espaços livres de São Paulo. Graduado em Engenharia Agronômica pela ESALQ-USP (Piracicaba – SP), e em 1950, cursou pós-graduação em Paisagismo na Universidade de Columbia (Nova Iorque, EUA). Atuou como Diretor do Serviço Florestal do Estado de São Paulo (atual Horto Florestal de São Paulo), período em que você defendeu a pesquisa e políticas públicas emergentes para o conhecimento e valorização da flora da Mata Atlântica brasileira.

 

Cássia Mariano é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), mestre e doutora em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP e especialista em Paisagismo. Além disso, atua, desde 2004, como Professora Adjunta de Paisagismo na FAU-Mackenzie.

SERVIÇO

Exposição “Otávio Augusto Teixeira Mendes – Patrimônio do Paisagismo Brasileiro”

Apresentação da proposta curatorial da mostra, com Cássia Mariano – dia 08/06, domingo, às 11h + Abertura da exposição, às 12h

Visitas guiadas com a curadora, no parque da FMLOA:

06/07, domingo, às 11h | 03/08, domingo, às 11h | 09/06, sábado, às 11h

 

Fundação Maria Luisa e Oscar Americano – Av. Morumbi, 4077 – São Paulo

Terça a domingo, das 10h às 17h30

Entradas: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Estudantes e maiores de 60 anos pagam meia entrada. Entrada gratuita em todas as terças-feiras.

Mais informações: https://www.fundacaooscaramericano.org.br/

 

 

ACONTECE NA FUNDAÇÃO: VEJA MAIS ATIVIDADES DO FIM DE SEMANA

 

LITERATURA

Hilda Hilst e Elizabeth Bispo | 07 de junho, sábado, das 10h30 às 13h30, com Ana Lima Cecílio e Paulo Henriques Britto | Entradas no Sympla (R$ 100)

 

Dois poetas extraordinários, Hilda Hilst e Elizabeth Bishop, “se encontram” nesse evento especial da Série Literária 2025. Ana Lima Cecílio e Paulo Henrique Britto – recém-eleitos para a Academia brasileira de Letras –, conduzindo uma conversa envolvente sobre a força da poesia desses escritoras, suas influências e a profundidade de suas obras.

 

Ana Lima Cecilio é formada em Filosofia pela USP. Atua há mais de duas décadas no meio editorial, tendo trabalhos em diferentes áreas, como edição, clubes do livro e curadoria literária. Esteve nas editoras Carambaia, Cosac Naify e Terceiro Nome, além de várias colaborações em diversas outras, como Editora 34, Companhia das Letras e Hedra. Dirigiu por quatro anos o selo Biblioteca Azul, na Globo Livros e foi curada da Dois Pontos. Foi responsável por trazer obras de importantes autores, como Elena Ferrante, Samuel Beckett, Balzac, Aldous Huxley e Hilda Hilst – de quem editou ‘Fico Besta Quando Me Entendem’ e ‘Pornô Chic’. Atualmente escreve uma biografia de Hilda Hilst que foi publicada em breve.

 

Paulo Henriques Britto , recém-eleito para a cadeira nº 30 da ABL – Academia Brasileira de Letras, é considerado um dos maiores poetas brasileiros, prosador de prestígio e grande tradutor de poesia e de prosa de língua inglesa. Professor de literatura, tradução e escrita criativa na PUC-Rio. Paulo é autor de numerosos artigos, capítulos de coletâneas e quatorze livros: oito de poesia, três de ensaio e um infantojuvenil. Como tradutor, já publicou cerca de 130 títulos. Recebeu os prêmios Portugal Telecom, APCA, Alphonsus de Guimaraens (duas vezes), Alceu Amoroso Lima, Bravo! Prime de Literatura e Jabuti.

 

 

CINEMA

Museus e Fundações: os desafios da cinemateca brasileira | 08 de junho, domingo, às 14h30, com Rodrigo Mercês | Entradas no Sympla (R$ 100)

O segundo evento da série “ Cinema Brasileiro: um olhar historiográfico ” acontece no dia 08 de junho, domingo, das 14h30 às 16h. O tema é Museus e Fundações: os desafios da Cinemateca Brasileira, e será apresentado por Rodrigo Mercês, gerente do Laboratório de Imagem e Som da Cinemateca.

 

A conexão com a Cinemateca Brasileira se torna uma evidência: para além do restauro, de que maneira a maior instituição do gênero na América Latina mantém vivo o cinema brasileiro, e quais desafios ela encontra? Na ocasião, Mercês irá explorar a importância das exposições e da biblioteca, além das estratégias para aproximar o público do acervo.

 

Rodrigo Mercês é bacharel em Comunicação Social com habilitação em Cinema pela Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP. Realiza trabalhos em produções audiovisuais desde 2000 e iniciou sua atuação em preservação de filmes no ano seguinte, na Cinemateca Brasileira.

 

ARTES VISUAIS

Exposição “D. Pedro II, 200 anos – O homem revisto por documentos inéditos”

No ano de comemoração do bicentenário do segundo imperador do Brasil, o espetáculo “D. Pedro II, 200 anos – O homem revisto por documentos inéditos” apresenta ao público peças raras e pouco conhecidas que fazem parte do acervo da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano; com curadoria de Paulo Rezzutti e da pesquisadora Cláudia Thomé Witte. A exposição permanecerá aberta durante todo o ano de 2025.

 

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano funciona de terça a domingo, das 10h às 17h30. Os ingressos custam R$ 40 (estudantes e maiores de 60 anos pagam meia). Todas as terças-feiras, a entrada é gratuita. Visitas guiadas, conduzidas pelos educadores da Fundação, podem ser agendadas pelo telefone ou WhatsApp (11) 91433-4685.

 

 

 

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