O novo High Society carioca

Jovens endinheirados e bem nascidos do Rio de Janeiro trocam a ostentação e o glamour das gerações anteriores pelo despojamento com doses de sofisticação.Nada de longo ou colar de pérolas.
Nem pensar em smoking ou abotoaduras. A nova geração de socialites cariocas é bem mais despojada, geralmente freqüenta a noite vestindo jeans e camisa social e alguns até cometem a heresia de ir a recepções usando tênis All Star. A sofisticação não foi abolida, mas é usada, agora, em pequenas doses, apenas o suficiente para manter acesa a chama do glamour. “Não tem nada a ver ficar ostentando, ainda mais com essa pobreza e desigualdade que a gente vê hoje”, diz uma das legítimas representantes dessa tribo, a jovem Nicole Tamborindeguy, num surpreendente discurso de teor social.
Preocupações desse tipo passaram longe das locomotivas –para usar um termo de época – que movimentavam o high society há três décadas. As diferenças entre as gerações são muitas. Se antes nove entre dez socialites optavam por viajar a Paris, hoje o destino preferido é a ilha espanhola de Ibiza. “Sei que lá vou encontrar todos os meus amigos”, justifica- se Paula Severiano Ribeiro.
Grifes clássicas como Dior e Chanel deram lugar a marcas nacionais como Adriana Barra e Constança Bastos. A badalação passou por uma mudança radical: as festas superproduzidas, que marcaram os tempos dourados, são hoje raridade. O grupo que os antigos colunistas sociais chamariam de jeunesse dorée (juventude dourada) prefere festejar em boates e restaurantes a receber em suas próprias casas.
Fonte: istoe.com.br



