As perspectivas dos CEOs sobre crescimento, ameaças, prioridades estratégicas e investimentos

 

 

 

Um terço dos CEOs no Brasil e no mundo não acredita que suas organizações serão economicamente viáveis em dez anos caso se mantenham no rumo atual – o que exige investimentos urgentes na transformação dos seus negócios. Ao passo que devem transformar o futuro, a maioria lida com as questões de curto prazo.

Os resultados da 26ª Global CEO Survey ilustram a profundidade dos desafios – e o que fazer para gerar oportunidades – à frente dos líderes empresariais hoje. De um lado, a grande maioria considera vital reinventar seus negócios para o futuro em um mundo de disrupção e inovação. De outro, eles se mobilizam para enfrentar um cenário atual com instabilidade econômica global, inflação, rupturas nas cadeias de suprimento e conflitos geopolíticos.

No Brasil e no mundo, 73% dos CEOs acreditam que a economia global sofrerá uma desaceleração nos próximos 12 meses. Apesar disso, uma parte importante dos CEOs de alguns países prevê que suas economias locais terão trajetória contrária e também acredita no crescimento da receita de suas empresas – especialmente os brasileiros. Este duplo imperativo – encarar o presente e ao mesmo tempo se transformar para o futuro – os coloca em uma encruzilhada inédita que exige ação imediata.

Neste relatório, apresentamos os resultados da pesquisa para a indústria de Energia e Serviços de Utilidade Pública (EU&R, na sigla em inglês). Os dados foram organizados em três dimensões: os desafios atuais; a preparação para o futuro; e a agenda necessária para se atingir um equilíbrio entre o curto e o longo prazos e transformar as dificuldades em oportunidades.

Tensões atuais

Os desafios imediatos em meio a condições macroeconômicas incertas, aumento da inflação, instabilidade geopolítica e ameaças crescentes, como as relacionadas à cibersegurança.

A corrida pelo futuro

A necessidade de se antecipar aos riscos de longo prazo para as suas empresas, a sociedade e o planeta – como a disrupção dos modelos de negócios e os riscos climáticos.

Uma agenda equilibrada

A missão do CEO de lidar com os desafios atuais e ao mesmo tempo investir no futuro, impulsionando a transformação e a integração a ecossistemas que criem valor, viabilizando a sustentabilidade do negócio.

Tensões atuais – Expectativa em relação à economia

Os CEOs da indústria de EU&R no Brasil estão mais pessimistas em relação à economia global do que a média dos CEOs no Brasil e no mundo. Apenas 5% acreditam em uma aceleração da economia, um quadro oposto ao do ano passado, quando 80% tinham essa expectativa. Os executivos da indústria estão bem mais otimistas em relação ao próprio país (59%) do que a média global (29%), embora em um nível abaixo da média no país (66%).

Expectativa dos CEOs em relação à economia nos próximos 12 meses

A confiança no crescimento da receita de suas empresas para os próximos 12 meses aumentou em relação ao ano passado: 73% dizem estar extremamente ou muito confiantes, contra 53% na pesquisa anterior. É um otimismo maior do que a média no Brasil (60%) e no mundo (42%). Na perspectiva de três anos, porém, a confiança dos líderes de EU&R no país diminui, embora a maioria ainda esteja extremamente ou muito confiante (59%).

Crescimento em outros países

Em relação aos mercados considerados mais relevantes pelos CEOs de EU&R no Brasil para o crescimento de suas empresas, os Estados Unidos e a China têm lugar de destaque, assim como acontece na visão geral dos líderes brasileiros.

A corrida pelo futuro

Ameaças que mais preocupam

Os conflitos geopolíticos preocupam mais os CEOs de EU&R no país nos próximos 12 meses (46%) do que a média dos líderes brasileiros (23%). Na edição passada, as mudanças climáticas estavam entre as maiores preocupações dos CEOs da indús…

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