Leny Andrade e Doris Monteiro eram amigas e referência uma para a outra
Sempre que lhe perguntavam quem eram as suas cantoras preferidas, Leny Andrade citava Doris Monteiro, colocando a cantora, sua amiga, na mesma lista que também incluía Joyce, Elza Soares, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Barbra Streisand e Madonna. Leny e Doris morreram nesta segunda-feira (24) e serão veladas juntas nesta terça-feira (25), no Theatro Municipal do Rio, das 10h às 13h.
Quando Leny Andrade se iniciou na carreira em 1958, aos 15 anos, atuando como crooner da orquestra de Permínio Gonçalves, Doris já era consagrada e já havia alcançando o topo das paradas na rádio. Era natural que fosse para Leny, oito anos mais nova, uma referência.
Leny e Doris estiveram juntas em algumas oportunidades nos últimos anos. Em 2015, ambas estiveram na Livraria da Travessa, em Ipanema, na noite de lançamento do livro “A noite do meu bem”, de Ruy Castro. Foi um dos últimos registros das duas juntas.
Mais tarde, em 2017, as duas se encontraram por ocasião do show que celebrava o centenário de Dalva Oliveira, no qual Doris cantou “Zum zum” e Leny interpretou “Há um Deus”. Mais recentemente, em abril de 2019, elas receberam o Troféu Feira do Vinil do Rio. “Leny e Dóris representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 60 e 70, e são ícones, mulheres à frente do seu tempo”, disse, à época, Marcello Maldonado, produtor da feira.
(OGLOBO)



