Equipe Red Bull Can-Am Factory Team se destaca no primeiro dia de prova do Dakar 2023
Duplas que compõem o novo time recém-apresentado conquistam importantes colocações a bordo do Maverick X3.
Primeiro dia de desafio no maior rali do mundo, o Dakar 2023, e vitória da nova equipe Red Bull Can-Am Factory Team na categoria T3 (protótipos ou modelos de maior preparação e velocidade final), com a dupla Francisco Chaleco López e Juan Pablo Latrach Vinagre. A especial deste domingo, 1 de janeiro, contou com percurso do trecho cronometrado em forma de laço (367 quilômetros), saindo e chegando de Sea Camp, às margens do Mar Vermelho, localizado entre a África e a Ásia (Península Arábica), num total de 601 quilômetros.

O atual campeão da T3, Chaleco López, completou a prova em 3h57min40. Outras duplas do Red Bull Can-Am Factory Team marcaram excelentes resultados: Seth Quintero e Denniz Zenz terminaram na terceira posição com pouquíssima diferença (+3min07s), seguidos por Austin Jones e o brasileiro Gustavo Gugelmin (+3m32s) em quarto. A integrante feminina da nova equipe Red Bull Can-Am Cristina Gutiérrez Herrero e seu navegador Pablo Moreno Huete fecharam a disputa em nono (+20m07s). Brasileiros na mesma categoria que se destacaram: Pâmela Bozzano com Cadu Sachs concluíram em vigésimo lugar e o marido de Pamela, Ênio Bozzano, com seu parceiro Luciano Gomes em vigésimo-oitavo.
Rokas Baciuska e Oriol Vidal Montijano, representantes do Red Bull Can-Am Factory Team na T4 (mais próxima aos veículos originais e com maior limitação de velocidade) do Rali Dakar, chegaram em nono. Outros brasileiros bem colocados no primeiro dia de disputa na T4 foram Rodrigo Luppi e Maykel Justo, que concluíram a prova na quarta colocação, e o novato, filho de Rodrigo, Bruno Conti e Pedro Bianchi em oitavo. Cristiano Batista e o navegador português Fausto Mota chegaram em vigésimo-sétimo na T4.
Terminamos a especial em quarto e está ótimo para esse começo. Tivemos um imprevisto e precisamos descer do Maverick X3 para tirar o macaco que estava caindo e isso nos custou um tempo precioso. Mas foi uma etapa para nos acostumarmos. Teve muita pedra grande e pontuda, dunas níveis 1, 2 e 3, em uma especial gostosa, típica de Dakar. Agora já dá uma aliviada na tensão, vamos percebendo o ritmo de todo mundo e o que precisamos fazer para amanhã”, contou Gustavo Gugelmin durante o deslocamento de 200 quilômetro de volta para o acampamento em Sea Camp.
Próximo quilômetros
Cidades conhecidas como Al Ula, Ha’il, Al Duwadimi e Riyadh são os desafios seguintes. Duas pernas da etapa Maratona na fase final (etapas 11 e 12) da competição acontecerão em torno de Shaybah. Ao final, Al-Hoffuf e Dammam, onde serão anunciados os campeões. As etapas terão média de 450 quilômetros por dia.
Na segunda etapa a especial será de 430 quilômetros, com total de 589 quilômetros com partida do Sea Camp e chegada em Al-Ula. A cidade, localizada no Noroeste do país, e que habita o primeiro Patrimônio Mundial da UNESCO na Arábia Saudita (2008), é famosa por seus oásis de natureza exuberante, protegido por montanhas de arenito com paisagem belíssimas, que incluem falésias e inúmeras palmeiras. A província ainda inclui ruínas que datam 300 a.C. e o complexo arqueológico de Al Khuraybah.
Em busca do pódio



