RODRA ASSINA “CASA DE VERANEIO” NA BIENAL DE ARQUITETURA BRASILEIRA, E OBRAS DE ARTE TEM DESTAQUE
Convidado da mostra, o arquiteto assina a representação do Rio Grande do Norte, em um projeto que une memória afetiva, tradição e design contemporâneo
Na edição de estreia da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB), o arquiteto potiguar Rodra Cunha, à frente do escritório Rodraarq., foi convidado a representar o estado do Rio Grande do Norte com o ambiente “Casa de Veraneio”. O evento acontece entre 25 de março e 30 de abril de 2026, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no icônico Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Para o espaço de 100 m², o conceito de mar e tradição se revela nos detalhes e no mobiliário cuidadosamente selecionado. As referências vêm das próprias raízes do arquiteto, que cresceu com os pés na areia e o som do mar embalando o cotidiano. No living, o grande painel de Ariell Guerra, intitulado “Feche os Olhos”, se impõe como destaque. A composição dos ambientes se completa com “Americanos em Natal”, de Mocó, e obras da série “Azuis” e “Formas Sustentáveis”, de Marília Bulhões.
A proposta é preservar essas origens e apresentá-las ao restante do Brasil por meio de uma arquitetura feita fora do eixo, atravessada por memória afetiva, capaz de pensar, provocar, emocionar, projetar futuros e também uma curadoria de arte cuidadosa para contar histórias.
O projeto reúne artistas importantes, entre os destaques, estão nomes como o icônico Abraham Palatnik, Carlos Sérgio Borges, o conjunto de obras do Azol, Aécio Emerecinao, Vatenor de Oliveira, “Monumentos” de Fernando Gurgel, Flavio Freitas, Iaperi Araújo, duas obras da Sônia Jácome, dois bordados tingidos de Angela Almeida, e a tapeçaria Dorian Gray e “Sereia do Mar” assinado por Antonio Rosendo Lima. Cada quadro está posicionado em um lugar com proposito, harmonizando com a paleta de cores e narrativa do ambiente.
Para Rodra, “o Nordeste não é cenário, é origem, é método, é linguagem”; revisitar essa memória com um olhar técnico e consciente é um gesto de emoção e pertencimento, onde o que habita o subconsciente do potiguar ganha forma, matéria e sentido em diálogo com o design.



