DFB Festival 25 anos: edição emblemática realizada no ano do Dragão celebra a potência e o fomento à moda autoral
A 25ª edição do DFB Festival, maior evento de moda autoral da América Latina, será realizada no Centro de Eventos do Ceará, para celebrar um ano marcante com novidades em seu formato e um novo posicionamento, reforçando o compromisso com a moda consciente e a valorização do handmade. À frente da empreitada, o idealizador Claudio Silveira, com seu radar 360 graus para a moda, eventos multiplataformas que reverberam a potência e a energia inovadora da cadeia produtiva da moda autoral, e Helena Vieira Gualberto Silveira, diretora do DFB Festival e exemplo da potência do empreendedorismo. No seu ‘jubileu de prata’, o DFB traz desfiles com estilistas que são parte integrante dessa história. Ainda na programação, a exposição “Arte no Ceará”, da Galeria Mariana Furlani, destacando uma seleção dos principais nomes do cenário artístico cearense. O evento sobressai por sua programação gratuita, democrática e plural, que inclui desfiles autorais, shows, o tradicional Concurso dos Novos, e totalmente voltado para a sustentabilidade.

Era finalzinho do ano 1999 e a moda nacional insistia em ficar restrita ao circuito lançador de tendências Rio de Janeiro-São Paulo. Mas, os ecos de uma semana de moda inovadora me fez voltar os olhos para Fortaleza, no Ceará. Um novo movimento começava a lançar luz sobre a criação a partir das artesanias de mentes brilhantes e valorização da moda autoral e iniciativas que tornavam cada vez mais evidentes que era preciso colaborar com o país para diminuir o impacto negativo de uma indústria de moda altamente poluente. Era o reverberar do DFB Festival (abreviatura do Dragão Fashion Brasil como começou a ser chamado lá atrás), orquestrado com maestria por Claudio Silveira tendo como produtora executiva Helena Vieira Gualberto Silveira, fazendo o rito de passagem do que muitos só conheciam como “artesanato do Nordeste”. Ano a ano, o evento se tornava propulsor do handmade “made in Brasil” no mundo, a partir de um mergulho profundo em processos produtivos que incentivavam a cadeia produtiva da moda, gerando impacto positivo para o sócio-ambiental. E, neste 2024, o Ano do Dragão, de acordo com a astrologia chinesa representando um período de prosperidade, sucesso, autoaprimoramento, força e resiliência, o DFB Festival completa 25 anos. E podemos mesmo dizer que, em suas Bodas de Prata, reafirma o que o metal, a prata em si, simboliza em essência: uma renovação constante, mas resistente e durável. É precursor que se chama, amores! É moda visionária e sustentável! É chancela na história!

Em meio a muitos vivas pela resistência em prol da moda autoral, Fortaleza, berço do DFB Festival, recebe entre os dias 24 e 27 de julho a 25ª edição do que se tornou o maior evento de moda autoral da América Latina em conexão com ações multiculturais, contribuindo assim para o desenvolvimento da cultura de moda e incentivo aos novos talentos. A edição comemorativa marca o início de um novo ciclo para o DFB, que se reinventa e se conecta com as tendências mais relevantes do universo da moda. O festival multiplataforma tem se destacado ao longo dos anos pela sinergia cirúrgica que realiza entre moda, capacitação, empreendedorismo, mostra criativa, jornada de conhecimento, gastronomia e música, impulsionando o fazer coletivo com inovação e um panorama completo do design que ganhou o mundo. Imperdível, como sempre. Vem conferir o que a organização preparou para a edição emblemática!
Eu adoro uma frase que ouvi nesses anos de Claudio Silveira: “Moda é identificada como parte da epiderme viva da sociedade, dissolvendo as fronteiras entre classes e culturas, agregando mais do que segregando. As pessoas já assimilaram que moda vai muito além da roupa: ela compreende comunicação, anseios, projeções e formas de se expressar”. E, na minha opinião a partir de tudo o que sinto durante o DFB Festival há anos, o backbone, a espinha dorsal do item de luxo, está no feito à mão, no artesanato de alto valor agregado, na marca de origem. Marca de origem: uma expressão mágica, uma chancela que um país como o Brasil, hoje enxergado de forma tão positiva no inconsciente coletivo mundial quando se fala em moda autoral tem toda propriedade para ter. A cada dia a indústria da moda do nosso país tenta deixar de ser refém do alter ego colonizador do europeu e a maximização de potencial das artesanias brasileiras afasta nossa arte de uma armadilha letal, neste movimento progressivo do ambiente local para o internacional. Diferentemente de outros países que vendem seus produtos pela questão custo, nós vendemos os nosso pelas nossas cores, nossa criatividade, nossos traços livres, nossa leveza. Conclusão: representam cada vez mais nosso jeito de ser em um mundo que nos parecia inatingível.



